Por que fazer terapia?
- Edmilson Andrade
- 8 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 11 de abr. de 2025

É comum que muitas pessoas cheguem à terapia com o desejo de “se livrar” de emoções consideradas negativas como a tristeza, a raiva ou a ansiedade. Existe uma expectativa de que, ao eliminar essas sensações, a vida se tornará mais leve, tranquila e livre de sofrimento. Mas essa expectativa, embora compreensível, pode nos levar a ainda mais frustração.
O sofrimento não é algo que possa ser simplesmente apagado ou evitado. Tentar controlar ou eliminar nossos sentimentos a qualquer custo, muitas vezes, intensifica o mal-estar e nos desconecta do que é mais verdadeiro em nós: nossos desejos, afetos e valores.
Sentir dor faz parte de estar vivo. Todos, em algum momento, atravessamos experiências difíceis, e é natural que emoções desconfortáveis surjam nesses momentos. O trabalho terapêutico não tem como objetivo nos tornar imunes ao sofrimento, mas sim nos ajudar a criar um espaço interno onde possamos acolher essas emoções sem fugir, sem julgar, sem precisar dar conta de tudo sozinhos.
Quando passamos a nos relacionar com nossos sentimentos de forma mais aberta e gentil, deixamos de gastar tanta energia tentando controlar o incontrolável e começamos a nos voltar para aquilo que realmente importa: nossas relações, nossos valores, nossos caminhos.
Buscar uma vida perfeita, livre de qualquer incômodo emocional, é um ideal que só gera frustração. E quando não conseguimos alcançar esse estado “ideal”, podemos acabar nos culpando, nos sentindo inadequados ou insuficientes.
A psicoterapia convida a um movimento diferente: o de aceitar a inteireza da nossa experiência humana. Isso inclui as alegrias e também as dores. É nesse processo de aceitação e escuta que podemos encontrar uma forma mais autêntica de viver alinhada com o que nos move, com o que faz sentido para nós.
A transformação não acontece quando deixamos de sentir, mas quando deixamos de lutar contra o que sentimos. E a partir daí, podemos fazer escolhas mais conscientes, conectadas com quem somos e com o que queremos construir.
Caso sinta que a terapia pode te ajudar nesse momento, estou aqui para te escutar.


